
De tantas em tantas, sonhei contigo, um sonho lindo, mágico e incrível. Pude caminhar ao seu encontro, mas você fugiu. Tentei correr, o que me permitiu chegar muito próximo, você olhou para trás e ... em um gesto doce e suave lançou sua mão.
Mas ao te tocar ficou claro, o quão distante estava, centímetros? metros? quilômetros? ou talvez anos luzes! Uma distância não física, mas temporal e emocional. Assim como posso tocar a Lua pela sua luz e não em seu corpo, a tenho em idéia e em parte, mas a totalidade, ao menos por enquanto, somente em um imaginário.
O meu imaginário, que me permite tê-la por inteiro como a desejo, mas infelizmente trancafiada em minha mente, peito e alma, em um gesto totalmente egoísta e ditador. Sendo assim, tornar-se-a um obejto de desejo, de idolatria e de fetiche diante dos meus olhos, constantemente abertos e brilhantes. Os dos outros, fecham, o que te leva a desvanecer e efemerizar no passado.
Beijos molhados a abisinto.
Hono
ultima